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Programa Conexões promove edição especial com debate sobre o Dia da Consciência Negra

O programa deu voz a professores e estudantes da rede estadual de ensino, que dialogaram sobre temas como preconceito racial; falaram de suas dores motivadas pelo fato de serem negro; e mostraram a importância da luta de toda a sociedade contra o racismo

20/11/2021 às 17h00
Por: Bahia Revista Fonte: Secom Bahia - (Milena Leal)
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“Vozes negras” foi o tema do Estação do Saber – Conexões deste sábado (20), Dia da Consciência Negra. O programa deu voz a professores e estudantes da rede estadual de ensino, que dialogaram sobre temas como preconceito racial; falaram de suas dores motivadas pelo fato de serem negro; e mostraram a importância da luta de toda a sociedade contra o racismo para um mundo mais justo e democrático. O encontro, que foi gravado no município de Itamaraju e pode ser conferido nolink, é uma realização dos Complexos Integrados de Educação (CIEs), unidades escolares da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC).

O coordenador de Articulação entre Educação Superior e Educação Básica para os CIEs, Robson Costa, mediador do programa, falou sobre a importância de debater temas voltados à temática da consciência negra. “O programa deste sábado foi muito especial porque 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é um momento de reflexão, ação, de falar de empoderamento, de preconceitos, da nossa realidade, da nossa conjuntura, da resistência de Zumbi e falar, sobretudo, das pessoas que enfrentaram e enfrentam tudo isso, quebrando o preconceito, indo à luta. A ideia é formarmos redes de resistência, porque o século XXI ainda nos traz muitos desafios”.

A professora de História, Joelma Carvalho, falou sobre como trabalhar o protagonismo estudantil e desenvolver o espírito crítico desse jovem. “Para potencializar o protagonismo do estudante, primeiramente a gente trabalha a questão da identidade, que é ele identificar quem ele é. Qualquer referência que a gente pesquisa sempre está atrelada a ideia do branco. O imaginário que se forma desde os primeiros anos de nossas vidas tem referências brancas. Aí entra o papel da educação. Quais são as ações que nós, professores, realizamos para nos libertarmos dessa visão eurocêntrica? Não é uma tarefa fácil, mas é possível e uma das possibilidades é fazer com que esse indivíduo se reconheça a partir do seu corpo”.

A necessidade de, ainda no século XXI, lutar contra o preconceito racial e defender o empoderamento negro no Brasil também foi destacada pela estudante de Psicologia, Juscimara Carvalho, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). “Quando trazemos à cena as discussões do 20 de Novembro é pensando que ainda se faz necessário tecermos discussões que leve ao empoderamento de tantos jovens negros que ainda se sentem inferiores ou capazes de buscar seus sonhos porque desde sempre se tem uma autoimagem prejudicada diante dos modelos eurocêntricos de beleza e produtividade”.

Contribuíram, ainda, com o debate o professor Paulo de Tarso, da UFSB; a estudante Carla Alves de Freitas, do Colégio Estadual Luís Viana Filho, em Irecê; os estudantes do Complexo Integrado de Educação (CIE) de Itamaraju, Gustavo Henrique e Leandro Melo; e a cordelista Brenda Souza Carvalho.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado

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